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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Elegia às vítimas de Hiroshima - uma obra perturbadora de Krzysztof Penderecki

Krzysztof Penderecki é um conhecido compositor contemporâneo, que completará, em Novembro, 74 anos.
Uma das primeiras obras a chamar a atenção do mundo musical para Penderecki foi a "Elegia às vítimas de Hiroshima" (ou "Treno às vítimas de Hiroshima"), para 52 instrumentos de corda.
Com ela, o compositor conquistou o terceiro lugar no concurso Grzegorz Fitelber de composição, em 1960, na cidade de Katowice, na Polónia.
Curiosamente, a obra não foi pensada, desde o início, como sendo dedicada às vítamas da bomba atómica, mas, com a sua incrível carga dramática, é fácil perceber a razão da ligação que o compositor quis estabelecer, quando a ouviu interpretada pela primeira vez.
Durante toda a execução, os instrumentos parecem imitar gritos de dor e intensa aflição.
É uma das obras mais perturbadoras que conheço, ao que não será alheio encontrar-se ligada ao tema em causa. No YouTube, encontrei um vídeo. Não o deixo aqui directamente, pois combina a música de Penderecki com imagens das vítimas. Para quem ainda assim, tiver curiosidade, aqui fica a ligação.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Um pack da Fantasia-Improviso op. 66, de Chopin

Junto aqui algumas interpretações diferentes da Fantasia-Improviso op. 66 de Chopin. Por ordem, estão ao piano:
- Rubinstein (será necessário dizer que a interpretação está muito boa?);
- Hofmann (idem, mas com aquele som de caixote da era mono);
- Tatiana Shebanova;
- Kissin; e
- Yundi Li.

Encontram-se outras no YouTube, mas a maior parte não é grande coisa, para além de haver bastantes amadoras (o arranque da peça apela ao show-off).

Para terminar, e já que falei da Naxos há dias, há boas gravações de Chopin, naquela etiqueta (incluindo este op. 66), pela
pianista Idil Biret.









quinta-feira, 26 de julho de 2007

Um desafio para abertura - Bons discos da Naxos: será possível?

Não tenho muitos discos da Naxos, um pouco por preconceito (é verdade, apesar de não ser justo), e um pouco porque alguns discos que ouvi me desiludiram profundamente. Depois de ouvir os consagrados nas etiquetas principais, a desilusão inicial pode tirar-nos toda a vontade de explorar mais e empurrar-nos para a solução fácil de só ouvir o Rachmaninov do Horowitz ou o Sibelius do Heifetz.
No entanto, após algumas conversas animadoras com pessoas que tiveram mais sorte (ou paciência) que eu nas audições, resolvi contrariar a minha primeira falta de curiosidade. Que diabo: uma etiqueta com mais de 5000 títulos tem de ter coisas boas, que escapam às malhas dos "grandes", por qualquer razão, e, com CDs a 5 euros, pode valer a pena procurar.
Resolvi pagar um ano de acesso online aos CDs da Naxos, no site oficial, com reprodução em stream de qualquer disco do catálogo (20 euros, mais ou menos) e comecei a procurar, cruzando experiências minhas com relatos de amigos e críticas que encontrei na net.
O primeiro embate não prometeu grande coisa. Ouvi o meu concerto favorito para fagote, de Vivaldi (RV 484, em mi menor). Fiquei mal impressionado, em primeiro lugar, porque a obra não aparece em nenhum dos 4 volumes (
1, 2, 3, 4) da integral (?) dos "concertos para fagote de Vivaldi" da Naxos. Integral? Aqui, só se for o pão...
O dito RV 484 acaba por encontrar-se
num outro CD Naxos, com o título "VIVALDI: Wind and Brass Concertos", numa intepretação de Frantisek Hermann (fagote), acompanhado pela Capella Istropolitana, dirigida por Jaroslav Krecek.
Ouvi.
Não estando mal, é absolutamente pulverizada pela
interpretação que tenho por Klaus Thunemann (fagote) e "I Musici".
Segunda desilusão, portanto, embora menor do que as anteriores.
À terceira, seria de vez?
Foi.
Li mais, procurei melhor, e comecei a encontrar gravações realmente interessantes, principalmente à medida que me afastava das peças mais tocadas (mas não só...).
Vou começar até, neste primeiro post dedicado ao assunto (pois, pelo que vou descobrindo, haverá muitos mais), por uma obra conhecida: a primeira sinfonia de Rachmaninov.
Descobri uma gravação muito boa,
pela Orquestra Sinfónica Nacional da Irlanda, dirigida por Alexander Anissimov. Bem gravado, bem executado. Uma boa surpresa, que recomendo, a que se seguiram outras, de que falarei depois.
Para já, Naxos, aguentas-te na terceira oportunidade...